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66 PMS DEVEM DISPUTAR ELEIÇÕES EM SP; UM TERÇO ESTÁ NO PARTIDO DE BOLSONARO

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66 PMs devem disputar eleições em SP; um terço está no partido de Bolsonaro
Logo que assumiu a Rota, a tropa de elite da PM (Polícia Militar) paulista, em agosto do ano passado, o tenente-coronel Ricardo de Mello Araújo declarou que votaria em Jair Bolsonaro (PSL) sob o argumento de que entendia que o Brasil precisa de pessoas honestas no poder. À época da declaração, a tropa estava sob comando do então governo Geraldo Alckmin, pré-candidato à Presidência pelo PSDB. 

O apoio do comandante da Rota ao deputado federal não é isolado. Um terço dos policiais militares do estado que pediram para se afastar da corporação para a disputa eleitoral deste ano também apoiam o capitão reformado do Exército candidato à Presidência. O UOL havia revelado que 42 PMs já haviam pedido afastamento para disputar a eleição até 12 de julho. O número subiu para 66. Destes, 22 se filiaram ao PSL. Os policiais aposentados que vão se candidatar não estão inclusos. 

Presidente do PSL de São Paulo e pré-candidato ao Senado, o deputado federal Major Olímpio afirmou que, apesar de dois terços não terem se filiado ao partido, a maioria dos policiais já declarou apoio à candidatura de Bolsonaro. "A esmagadora maioria, mais de 90% desses candidatos, estão comigo e com o Jair Bolsonaro, independentemente da legenda em que estão", disse. 

Além dos 22 PMs que pediram para se afastar da corporação para disputar a eleição pelo PSL, o presidente estadual do partido afirma que outros 25 policiais da reserva também estarão no pleito pela sigla. "Ao todo, contando os outros partidos, são cerca de 90 candidaturas de policiais da reserva. Ou seja, mais de 150 candidaturas só no estado de São Paulo, entre os da reserva e os da ativa", afirmou major Olímpio. 

Nem todos os pré-candidatos divulgaram o partido pelo qual vão concorrer, mas, além do PSL, há registro de candidaturas de policiais no PP, Patriotas e MDB, por exemplo. Dos 66 PMs que pediram o afastamento, 54 são homens e 12 são mulheres. Os nomes deles foram publicados no decorrer de julho no DOE (Diário Oficial do Estado). As hierarquias estão divididas da seguinte maneira: 

1 coronel; 
2 tenente-coronéis; 
4 majores; 
3 capitães; 
1 1º tenente; 
4 subtenentes; 
10 1º sargentos; 
3 3º sargentos; 
36 cabos; 
2 soldados. 
Tenente-coronel será vice de Skaf 
A última a pedir descompatibilização foi a tenente-coronel Carla Danielle Basson, 46, então comandante do 11º batalhão da PM, que atua nas áreas de Jundiaí, Itupeva e Cabreúva, no interior. Ela foi escolhida pelo pré-candidato Paulo Skaf (MDB) para ser sua vice na corrida eleitoral pelo estado de São Paulo. 

A tenente-coronel tem o perfil legalista e conciliadora, segundo oficiais da PM ouvidos pela reportagem. Além de já ter comandado a região de Campinas, no interior, ela fez um curso no Sesi (Serviço Social da Indústria), cujo presidente é o pré-candidato emedebista ao governo paulista. 

Segundo a coluna "Painel", do jornal "Folha de S.Paulo", a candidatura da tenente-coronel pode ser contestada pelos rivais. Ocorre que o afastamento para o pleito é necessário para funcionários públicos em exercício. De acordo com a lei, o prazo estabelecido para policiais é de solicitar a descompatibilização em até três meses antes da eleição. 
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