Ele ficou dias sofrendo no corredor de um hospital. E resolveu escrever um bilhete para o enfermeiro que cuidava dele - Camaçari Aquitem - O seu portal de notícias de Camaçari

Ele ficou dias sofrendo no corredor de um hospital. E resolveu escrever um bilhete para o enfermeiro que cuidava dele

Anuncie aqui 71 993179391
Thumb 8443af99 97d8 4ab8 a610 f19ab7a73945
Nery dos Santos tem 84 anos e está internado há 15 dias, em um hospital de Santa Maria, à espera de uma cirurgia no fêmur por causa de uma fratura.
A paciência e o cuidado de um enfermeiro durante esses dias acabou emocionando Nery, que decidiu agradecê-lo pelo carinho e amor ao trabalho com um bilhete escrito no guardanapo.
Ele ficou dias sofrendo no corredor de um hospital. E resolveu escrever um bilhete para o enfermeiro que cuidava dele
“Esse enfermeiro é bom, tem paciência com a gente pra dar banho” diz o bilhete
O recado foi dirigido para o enfermeiro Eduardo de Campos, que cuidou de Nery. O enfermeiro conta que, durante o banho, fazia questão de perguntar ao paciente se estava tudo bem. As perguntas eram respondias com um balançar de cabeça. Após o banho, Eduardo ainda fez a barba de Nery.
Escrever no papel foi a saída que Nery encontrou para agradecer Eduardo, uma vez que tinha feito traqueostomia e estava com dificuldade de falar.
Eduardo publicou o bilhete em seu Instagram e ressaltou:
"Medicamentos aliviam a dor, tratam infecções, acalmam os nervos, mas nada supera o cuidado; o cuidado que às vezes para nós é como 'só mais um paciente' para ter que dar um banho numa emergência lotada, mas para quem o recebe, quando ainda consciente, observa tudo, faz julgamentos, uns expõem, outros comentam. E como este aí, escreveu para a sua esposa e ela veio me entregar", escreveu.
Ele ficou dias sofrendo no corredor de um hospital. E resolveu escrever um bilhete para o enfermeiro que cuidava dele
"O que diferenciou não foi técnica, mas contato com o paciente. O diferencial hoje, que falta, é conversar com o paciente. Não fiz nada de anormal. A gente fica tão mecanizado, perde contato com pacientes, pega braço e aplica medicação. Esse contato, com sorrisos, é fundamental", disse ao site G1.
Ele ficou dias sofrendo no corredor de um hospital. E resolveu escrever um bilhete para o enfermeiro que cuidava dele
"Antes de mais nada, se tu quiser cuidar de alguém, tem que gostar de gente. Eles estão fragilizados por estarem doentes. Estão no corredor amontoado de pessoas, têm medo do que outras pessoas têm a sua volta. Então eles têm esse medo, não sabem quando vão ser operados. Serve para que eu também não perca a fé, afinal, sou humano e também tenho meus dias de irritação, angústias e esses outros mimimis... Não precisa me dar os parabéns e coisas do tipo, não fiz nada de exuberante, fiz o que é da competência da minha profissão."
Tecnologia do Blogger.