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Resposta a protesto reforça isolamento de Temer

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Decisão de mobilizar militares em Brasília adiciona elemento de controvérsia à crise, gera enxurrada de críticas e desconforto inclusive na base aliada. Ao voltar atrás, governo escancara curso cada vez mais errático.A decisão do governo de convocar as Forças Armadas para conter os protestos que na quarta-feira (24/05) tomaram a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, adicionou mais um elemento de controvérsia à crise política. Menos de 24 horas depois, diante de uma enxurrada de críticas e pressão inclusive da sua base aliada, Michel Temer revogou o decreto, escancarando mais uma vez o comportamento errático que vem caracterizando o Planalto nos últimos dias.

Temer já vem sofrendo só nos últimos dias com a perda de auxiliares próximos - quatro de seus cinco assessores especiais já deixaram o Planalto -; críticas de colegas de partido que pedem a sua saída; articulação de caciques que já parecem discutir nomes alternativos para ocupar a Presidência; a permanente reprovação da população; um inquérito no Supremo e dificuldades em fazer sua agenda de reformas voltar a andar no Congresso. Nesse contexto, a controvérsia envolvendo a convocação de militares só alimentou a sensação de isolamento do governo.

Para autorizar o uso dos militares, o governo havia recorrido ao instrumento de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que nos últimos anos foi amplamente usado em operações de segurança no Brasil, como as Olimpíadas de 2016 ou a crise dos presídios no início de 2017.

No entanto, a GLO praticamente nunca havia sido usada para conter protestos de rua. O decreto de Temer tinha originalmente validade até 31 de maio, uma semana no total, justamente o período em que o governo se prepara para retomar a votação de uma série de reformas impopulares em uma demonstração de que a administração não está paralisada. O fato de um prazo tão longo ter sido estabelecido usando como justificativa uma manifestação específica, que ocorreu durante uma tarde, também gerou controvérsia.

Militares chegaram a atuar nos protestos que tomaram conta da Esplanada dos Ministérios em junho de 2013. Mas naquele caso, a GLO não foi acionada, e os militares protegeram prédios onde soldados já eram responsáveis anteriormente pela segurança, como o Palácio do Itamaraty. O acionamento dos militares para garantir a segurança em larga escala da Esplanada levou jornais a resgatarem de seus arquivos imagens dos turbulentos governos João Figueiredo (1979-1985) e José Sarney (1985-1990), quando grandes contingentes de soldados foram levados a Brasília para conter manifestações.
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