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Professores comentam uso de fórmulas prontas na redação do Enem


“O plágio de redações e o uso de modelos pré-definidos são um problema realmente vergonhoso”, lamenta Ivan Paganotti, professor de redação do Colégio Dante Alighieri, em São Paulo. Segundo ele, a prática está relacionada a um problema mais profundo: “Isso ocorre porque muitos (alunos, professores, pais e até escolas) encaram a redação de forma instrumentalizada: acham que ela só importa para a aprovação no vestibular”.
Para ele, o modelo padronizado de avaliações em massa acaba incentivando o plágio. O que se pode fazer, então? “Esse mesmo modelo poderia também desincentivar tal prática mostrando que esse crime não compensa: é necessário punir exemplarmente os casos de plágio, retirando desses alunos as vagas que eventualmente conseguiram nos vestibulares. É importante também divulgar previamente as regras para prevenir os alunos desses riscos”, propõe.

Falam os corretores

Um ex-corretor das provas, que mantém o anonimato que era exigido pelo contrato, destaca não haver uma regra de punição para plágios. “As notas são resultado exclusivo da observação, no texto, de critérios estabelecidos por 5 níveis de qualidade em 5 competências. Não há nessa tabela de critérios, ou nas demais instruções da prova, regras que explicitem punições para casos de plágios. A sensibilidade do avaliador volta-se normalmente a citações que possam ser forçadas ou mesmo apócrifas, extraídas de muitos sites que colecionam pensamentos variados. Nesses casos, verificado o prejuízo da estratégia, o candidato perde pontos nas competências que cobram a progressão temática e a argumentação.” 
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