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Onze integrantes de seita são presos suspeitos de mutilar crianças

Sítio encontrado pela Polícia Civil na BR 040Policiais da 105ª DP (Petrópolis) prenderam, nesta sexta-feira, um homem que já foi condenado na década de 1990, por mutilar crianças. Donato Brandão Costa, de 47 anos, é apontado como líder de uma seita religiosa que seria utilizada para acobertar crimes como estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Outros dez integrates do grupo também foram detidos. Todos os suspeitos foram encontrados em Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio. A operação ganhou o nome de Manadala.
No total, 15 mandados de prisão preventiva foram expedidos pela 1ª Vara Criminal de Petrópolis. A Polícia Civil tem informação de que duas das pessoas que não foram encontradas estão no Marrocos. Também foram cumpridos mandados de buscas e apreensões nos endereços dos suspeitos.
Suspeitos foram presos em uma casa em Itaguaí
Donato Brandão Costa foi condenado na década de 1990 a 37 anos e oito meses de prisão por lesão corporal gravíssima, estelionato e lavagem de dinheiro, entre outros crimes.
Os crimes ocorreram no Maranhão, onde a seita teria sido criada. Em 2013, Donato e seus seguidores se mudaram para Petrópolis. Ele também teria condenações na Justiça de São Paulo, segundo a Polícia Civil.
— Essa seita é um pano de fundo para o cometimento de outros crimes — explica o delegado Alexandre Ziehie, responsável pela investigação.
As investigações sobre a atuação da seita em Petrópolis começaram em 2016, quando policiais encontraram um sítio, que fica no km 74 da rodovia BR 040. Lá, foram achados documentos de crianças enterrados, roupas de pessoas que moram no Maranhão e de crianças, livros sobre procedimentos cirúrgicos, diversos cartões de crédito, documentos de pessoas jurídicas de fechada e carros de luxas.
Ao quebrar o sigilo bancário e fiscal dos suspeitos, a polícia descobriu que o grupo movimento R$ 5,3 milhões entre 2013 e 2016. Deste total, Donato foi responsável por R$ 2,4 milhões.
A Polícia Civil indentificou 22 pessoas que fariam parte da organização, mas o Ministério Público apresentou denúncias apenas contra 15. A investigação contra as outras sete continua.
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