'Me faz bonita, me faz única', diz mineira que tem mancha no rosto e virou notícia internacional - Camaçari Aquitem - O seu portal de notícias de Camaçari

'Me faz bonita, me faz única', diz mineira que tem mancha no rosto e virou notícia internacional

Mariana considera a mancha no rosto como uma marca única (Foto: Reprodução/Facebook)
Nunca tive vergonha ou me senti diminuída, vejo como algo positivo pra mim, ela me distingue das outras pessoas, me faz mais bonita, me faz única”, revelou a mineira Mariana Mendes, de 24 anos, em relação a uma mancha de nascença no rosto que tem sido notícia até em sites internacionais.
A jovem é natural de Patos de Minas e, atualmente, vive em Juiz de Fora. De acordo com o G1, a assistente de estilista relatou já ter sido procurada por pessoas que tinham marcas semelhantes em outras partes do corpo e se sentiam desmotivadas e até envergonhadas, não sabendo lidar de forma positiva com as próprias características.
“Uma garota que tinha uma mancha no braço certa vez me procurou e disse que tinha muita vergonha daquele sinal e que tentava sempre usar roupas e acessórios para esconder. Ela disse que viu fotos minhas e, como parecia que eu lidava muito bem com a situação, quis saber qual era o meu segredo, já que não teria como eu esconder minha marca”, lembrou.
Foi então que as duas conversaram e Mariana disse para a garota que aquilo não era um defeito, mas sim uma característica, um diferencial que deve ser encarado de forma positiva. “Cada um é de um jeito, tem gente que tem o nariz grande, a boca pequena, uma pinta no pescoço e isso é que nos torna únicos”, completou.
A mineira também contou que quando criança nunca chegou a receber discriminação por conta da marca, mas que algumas vezes percebeu olhares diferentes e curiosos de outras crianças. “Até já ocorreu de alguém falar mal ou tentar ridicularizar, mas nunca liguei, sempre dei ouvidos a quem tinha comentários positivos e com elogios”, afirmou.
Quando criança Mariana chegou a realizar sessões para retirar a marca (Foto: Reprodução/Facebook)
Mariana tinha seis anos quando passou por sessões de laser como forma de tratamento e até remoção da mancha, chamada na nomenclatura técnica de nevo melanocítico congênito, mas que por opção própria decidiu que não queria continuar realizando a retirada e paralisou os procedimentos médicos.
“Na época, amigos e parentes informaram minha mãe sobre o procedimento que havia chegado ao Brasil e ela decidiu me colocar para fazer. Mas um dia me perguntou se eu queria continuar o tratamento e eu disse que não porque a marca nunca me incomodou, pelo contrário, sempre a vi como uma coisa boa”, acrescentou.
A assistente de estilista realiza exames periodicamente para saber se o nevo melanocítico congênito pode lhe causar algum problema, mas o acompanhamento médico sempre tem indicado que a mancha não oferece risco à saúde. A marca é causada por um defeito na produção de melanina durante a gestação e é observada em aproximadamente um em cada 20 mil dos recém-nascidos.
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