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Caça aos morcegos: Centro de Zoonoses vai ao Centro Histórico buscar abrigos

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Os moradores do Centro Histórico, assustados com os recentes ataques de morcegos, devem ficar atentos na próxima terça-feira. A partir das 8h, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) visitará a região com 30 agentes de saúde para analisar os prováveis abrigos dos morcegos, reforçar a vacinação antirrábica em animais de estimação, além de identificar pessoas que tenham sido expostas ao risco e que ainda não tenham procurado o serviço médico contra a raiva, doença transmitida pelos morcegos.
Uma das “vítimas” foi a auxiliar de educação Rose Fernandes, 54 anos, e o filho dela, o estudante Matheus Fernandes Andrade, 22, ambos moradores da Rua dos Ossos, no Santo Antônio Além do Carmo, mesmo local onde outras vítimas foram atacadas. Na noite do feriado de 1º de maio, Rose teve o dedo do pé mordido enquanto dormia, mas só percebeu no dia seguinte.
“Eu não senti nada. Só no outro dia meu marido me acordou mostrando o lençol sujo. Achamos que eu tinha me cortado sem querer, nunca imaginei que pudesse ter sido um morcego porque isso nunca aconteceu antes”, conta.
De acordo com o veterinário Haroldo Carneiro, chefe do Setor de Vigilância Contra a Raiva do CCZ, é assim mesmo que os ataques acontecem. Em geral, segundo ele, crianças e idosos tendem a notar menos a mordida porque costumam ter o sono mais pesado.
ReincidenteA saliva do morcego é um líquido analgésico e anticoagulante, que faz com que a pessoa não sinta a mordida. “Além disso, o líquido retarda a cicatrização e, como a ferida ainda fica lá, o animal tende a voltar para o mesmo ferimento que ele causou”, explica.
Foi o que aconteceu com Matheus, que acabou sendo mordido duas vezes em dias seguidos: “Eu só acordei porque senti a cama molhada e, como estava chovendo, achei que fosse a chuva. Aí quando coloquei a mão, vi o sangue”.
Assustado, outro morador da mesma rua tem se prevenido para não ser o próximo. “Agora, não deixo as janelas abertas nem mesmo de dia. Temos gatos em casa e a gente também tem medo de que eles possam ser mordidos”, conta José Raimundo França.
Atendimentos
Depois de serem mordidos duas vezes cada um, e de terem ouvido os rumores na vizinhança, mãe e filho procuraram o Hospital Couto Maia, referência do atendimento contra doenças infecciosas.
A indicação imediata é lavar o local com água e sabão e procurar o quanto antes o serviço médico. O tratamento contra a raiva é feito com soro e vacina e pode durar até 30 dias.
Segundo  a Secretaria Municipal de Saúde, de março deste ano até ontem, o Hospital Couto Maia recebeu 31 pacientes mordidos por morcego em Salvador. Desses, 17 casos foram no Centro Histórico, a maior parte no Santo Antônio Além do Carmo. Um cão também foi atacado no bairro.
De acordo com Haroldo, o Centro Histórico tem fatores que predispõem à presença de morcegos: imóveis silenciosos, escuros e pouco movimentados. “Estamos analisando exatamente o que está acontecendo, mas houve um aumento da população de morcegos nessa área. Na origem do problema, certamente há uma mudança no ambiente natural deles, que podem ser desmatamento e destruição de cavernas”, acredita.
Sem raiva
Apesar do susto, o veterinário ressalta que não há motivo para pânico. O Setor de Vigilância Contra a Raiva encaminhou um morcego encontrado no bairro para o Laboratório Central de Saúde Pública e, após ser submetido a exames, foi constatado que o animal não estava infectado.
Mesmo assim, é preciso continuar se protegendo. O especialista indica janelas fechadas e redes de proteção: “O animal passa por locais estreitos com facilidade, então a tela convencional não é suficiente, tem que ser uma rede menor”. Quem teve contato com morcego deve procurar o serviço de saúde imediatamente.
Correio*
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