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Ladrões levaram o equivalente a R$ 37 milhões em mega-assalto no Paraguai, diz MP

Fachada da Prosegur após quadrilha assaltar a sede da empresa no Paraguai (Foto:  Cortesia/Diario ABC Color)
Um assalto cinematográfico, já considerado o maior da história do Paraguai, assombrou os moradores de Ciudad del Este na madrugada desta segunda-feira (24). Por volta de 1h30 da madrugada (horário local), um grupo de cerca de 50 homens armados com fuzis, metralhadoras e granadas explodiu a sede da transportadora de valores Prosegur na cidade vizinha à brasileira Foz do Iguaçu. Os ladrões levaram pelo menos R$ 120 milhões da empresa. Na fuga, incendiaram 15 veículos para dispersar a polícia. Um agente foi morto. 

Os explosivos danificaram casas próximas e uma concessionária de carros.
O modo de agir combina com o estilo de atuação do PCC, Primeiro Comando da Capital, a organização criminosa que domina os presídios do estado de São Paulo e é considerada hoje a maior do Brasil. Atacar sedes de empresas de valores em busca de altas somas de dinheiro, espalhar artefatos para furar pneus de carros da polícia, fechar ruas com carros incendiados e causar pânico ao redor são marcas de assaltos feitos pela facção no interior de São Paulo.
A Polícia Nacional do Paraguai suspeita que o mega-assalto tenha sido executado pelo PCC pelo modo de agir e pelo contexto no submundo do crime no país neste momento. A facção criminosa brasileira está em processo de expansão no Paraguai. Em junho do ano passado, em outra atuação ousada, a organização matou o traficante Jorge Rafaat Toumani. Até então considerado o “rei da fronteira” com o Brasil, Toumani dominava o tráfico de drogas na divisa de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, com a cidade paraguaia Pedro Juan Caballero. Sua morte abriu caminho para a organização paulista dominar a já consolidada rota do narcotráfico no corredor Bolívia-Peru-Paraguai em direção ao Brasil.
Em entrevista à radio ABC Cardinal, o ministro do Interior do Paraguai, Lorenzo Lezcano, afirmou que os assaltantes eram brasileiros. De acordo com ele, a maioria dos carros usados no assalto tinha placas do Brasil. Uma testemunha afirmou que os criminosos falavam português. Pelo menos três suspeitos morreram durante confronto com a polícia no início da tarde.
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