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Denunciado pelo filho, homem é preso por abuso sexual de 8 crianças em São Paulo


A Polícia Civil investiga o administrador Walter Tadeu Soares de Camargo, de 61 anos, por abuso sexual contra pelo menos oito crianças, entre 6 e 13 anos, e por guardar material pornográfico infantil. Ele está preso desde o dia 9 de março e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. A investigação começou graças a um dos filhos do criminoso, que denunciou o pai na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher, em São Paulo

Antes de ser preso, Camargo era administrador do tradicional Edifício Martinelli, função que exerceu por cerca de 10 anos. O criminoso também era sócio do Ipê Clube, no Ibirapuera, na zona sul, onde dava aulas de basquete e tênis de mesa para crianças. Não há nas investigações registros de abusos praticados no local de trabalho e a polícia vai apurar se o criminoso praticou assédio no clube. 

O inquérito policial tramita em segredo e está no Fórum Criminal da Barra Funda com pedido de prorrogação de prazo para as investigações.

O filho de Camargo, de 29 anos, começou a desconfiar do pai quando presenciou crianças e adolescentes frequentando o apartamento onde moram juntos, na Vila Clementino, bairro de classe média alta na zona sul. Depois de ver o pai algumas vezes acompanhado por menores, o rapaz decidiu fazer denúncia à polícia.

Com o teor das informações, a Justiça determinou busca e apreensão no apartamento. Foram localizados vários produtos eróticos. No celular de Camargo, os investigadores acharam fotos de crianças nuas em poses sensuais. Em uma delas, a imagem de Camargo, nu, aparece no reflexo do espelho tirando uma foto de uma criança sem roupa. A partir das fotos, a polícia identificou oito crianças. Seis já prestaram depoimentos acompanhadas pelos pais.

Crianças carentes


Ao ouvir os relatos, a investigação descobriu que as crianças abusadas são de uma comunidade carente localizada em Guarulhos, na Grande São Paulo. Camargo tem um amigo que mora no local e usava a amizade como desculpa para se aproximar das vítimas. O amigo não tem relação com os crimes. 

O criminoso fazia "amizade" apenas com os meninos dando-lhes presentes caros, como videogames de última geração e outros brinquedos. Depois que conquistava a confiança da família, ele levava as crianças para a casa dele e também em viagens para o Rio de Janeiro e para a casa de praia da família, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. Os policiais apuraram que o criminoso tirava fotos pornográficas das crianças e depois as masturbava.

Sócias do Ipê Clube, que preferiram não se identificar, disseram que viram Camargo por várias vezes acompanhado de crianças e jovens no clube. Também há relatos de que alguns meninos reclamaram para os pais que o professor costumava beijar os alunos no rosto deixando a saliva. As queixas não foram formalizadas à administração.
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