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Confira algumas verdades e mentiras sobre a vacina contra febre amarela


Para ajudar no esclarecimento da população sobre os riscos e benefícios da vacina da febre amarela, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou uma série de informações sobre o tema, incluindo o esclarecimento de algumas verdades e mentiras relacionadas à vacinação contra essa doença que está afetando alguns estados do Brasil.

"A SBP tem se posicionado em relação a todos os temas que envolvem a saúde da criança e, neste momento de surto de febre amarela, não poderia deixar de orientar os colegas pediatras, bem como a população de como se proteger frente a este agravo", observa o médico Renato Kfouri, presidente o do departamento científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria.

De acordo com a SBP, é importante que a população saiba em quais circunstâncias não é recomendada tomar uma dose da vacina. Isso não deve acontecer, por exemplo, quando a criança tiver menos de 6 meses de idade; for portadora de algum quadro de imunodeficiência (primária ou adquirida); esteja sendo submetida a terapias imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia, corticoides em doses elevadas etc.); tiver alergia ao ovo; e tenha história pregressa de doença do timo (miastenia grave, timoma).

Abaixo, confira o esclarecimento sobre algumas mentiras e verdades relacionadas à vacina contra febre amarela, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria:

Para evitar a doença é necessário tomar a vacina
Verdade. A vacina é a única forma de prevenção eficaz contra a febre amarela.

Devem tomar a vacina pessoas que vivem em áreas com recomendação, para as que se deslocam para essas áreas ou que viajam para países que exigem a vacinação
Verdade. As doses deverão ser tomadas por pessoas que estão com o esquema de vacinação incompleto, ou seja, que não tomaram as duas doses recomendadas pelo Ministério da Saúde. Para adultos que tomaram a primeira dose há menos de 10 anos, também não há necessidade de adiantar a dose de reforço. A população que não vive na área de recomendação ou não vai se dirigir a essas áreas não precisa buscar a vacinação neste momento.

É preciso tomar a vacina em jejum
Mentira. Não há restrição. A pessoa pode tomar a vacina em jejum ou após a alimentada.

A criança a partir dos 6 meses de idade pode tomar a vacina. Abaixo dessa idade não é recomendada
Verdade. O bebê pode ser vacinado a partir dos 6 meses de idade, quando a criança reside em uma área em que há morte de macacos por febre amarela e em áreas em que há casos confirmados da doença silvestre. Mas, fora dessas situações, o calendário de vacinações indica a partir de 9 meses de idade.

Crianças menores de 2 anos não devem receber simultaneamente as vacinas contra febre amarela e tríplice viral. Deve-se respeitar o intervalo mínimo de 30 dias
Verdade. Pois, há interferência na resposta imune. Se a criança tiver alguma dose do Calendário Nacional de Vacinação em atraso, ela pode tomar junto com a febre amarela, com exceção da vacina tríplice viral ou a tetra viral. A criança que não recebeu essas vacinas e for atualizar a situação vacinal, a orientação é receber a dose da febre amarela e agendar a proteção com a tríplice viral ou tetra viral para 30 dias depois.

A febre amarela é uma doença contagiosa e pode passar de uma pessoa para outra
Mentira. A febre amarela silvestre é transmitida pela picada de mosquitos dos gêneros Sabethes e Haemagogus ou pelo Aedes (nas cidades), que também transmite dengue, zika e chikungunya. Só o Aedes é capaz de transmitir, com menor competência, a febre amarela de um ser humano para outro. Isto não ocorre no Brasil desde 1942.

Mulheres em idade fértil vacinadas devem ser orientadas a não engravidar nos 30 dias seguintes à imunização
Verdade. Trata-se de uma recomendação por precaução.

É preciso vacinar contra a febre amarela a cada 10 anos
Mentira. Não se faz mais de 10 em 10 anos. Serão duas doses na vida da criança: aos 9 meses e aos 4 anos, a fim de obter uma melhor resposta imunológica. A estratégia de duas doses, adotada no Brasil pelo Ministério da Saúde, é segura e garante proteção durante toda a vida.

Mulheres que estão amamentando não devem receber a vacina até a criança completar 6 meses de vida
Verdade. Há possibilidade de transmissão do vírus vacinal pelo leite materno. Em caso de extrema necessidade de vacinação da mãe, a amamentação deve ser suspensa por, no mínimo, 15 dias (o ideal são 28 dias). Recomenda-se que antes da vacinação, sempre que possível, a mulher tire seu leite e o conserve congelado por até 15 dias, podendo ser oferecido à criança no período em que ela não poderá mamar.

A vacina é válida por 10 anos e possui 95% de eficácia
Verdade. A vacina que utilizamos é derivada da cepa 17D, composta de vírus vacinal amarílico vivo atenuado, cultivado em ovo de galinha. Trata-se de uma vacina de aplicação subcutânea e segura. A estratégia de duas doses, adotada no Brasil, é segura e garante proteção durante toda a vida.

Idosos acima de 60 anos podem se vacinar
Mentira. Apesar de a vacina poder ser aplicada, em teoria, em qualquer idade, em indivíduos com mais de 60 anos, pelo maior risco de eventos adversos graves, devem ser avaliados individualmente em relação ao risco de aquisição da doença.

A vacina contra febre amarela pode causar efeitos adversos
Verdade. Dor, eritema, enduração, febre, mialgia, cefaleia são os eventos adversos mais comuns para essa vacina. Entre as reações menos comuns, estão: hipotensão, choque, manifestações respiratórias e cutâneas, confusão mental, letargia, ataxia, afasia, sinais meníngeos, Síndrome Íctero-hemorrágica.

Há pessoas para quem a vacina é contraindicada
Verdade. A vacina é contraindicada para pacientes com imunodeficiência primária ou adquirida; imunossupressão secundária à doença ou terapias imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia, corticoides em doses elevadas; em uso de medicações antimetabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença; transplantados e com doença oncológica em quimioterapia; que apresentaram reação de hipersensibilidade grave ou doença neurológica após dose prévia da vacina; reação alérgica grave ao ovo; e com história pregressa de doença do timo (miastenia grave, timoma).

Pessoas com lúpus, doença de Addison, artrite reumatoide, e outras doenças autoimunes relacionadas à tireoide e ao aparelho gastrointestinal, devem ser avaliadas pelo serviço de saúde antes da vacinação
Verdade. É necessário procurar orientação médica, que irá avaliar cada caso de forma individual.

O calendário de vacinação das crianças sofreu alteração e passou a incluir a vacina de febre amarela
Mentira. O Brasil já vacina contra a febre amarela há muitos anos. O que mudou foi a recomendação da segunda dose aos 9 meses e aos 4 anos, mas não mudou por conta do surto, e sim, por uma recomendação feita pela Organização Mundial de Saúde.

Mesmo tendo tomado as duas doses é preciso tomar uma nova dose de reforço
Mentira. Não é necessária outra dose de reforço se já tiver tomado as duas recomendadas pelo Ministério da Saúde.

Macacos e outros animais transmitem a febre amarela
Mentira. Primatas não humanos, especialmente macacos, são os principais reservatórios do vírus, e são infectados pela picada de mosquitos dos gêneros Sabethes e Haemagogus. Cabe ressaltar que a única forma de transmissão da doença, seja em humanos ou nos animais, é por meio da picada de mosquito.
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