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Álcool x sistema nervoso: entenda os danos que a substância causa

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Falta de coordenação motora, euforia, falta de atenção, lapsos de memória e pensamentos incoerentes são alguns dos sinais mais comuns que indicam que você exagerou na dose. Fique atenta, pois o consumo de álcool pode gerar danos à saúde de forma direta e indireta: “O uso abusivo de álcool está relacionado a traumas, acidentes, agressões, coma alcoólico, hepatite aguda e arritmias. Também afeta diversos órgãos e principalmente o sistema nervoso, fígado, pâncreas e músculos”, destaca Antonio Beuttenmuller Gonçalves Silva, neurologista do Hospital São Camilo (SP).
Conversamos com especialistas no assunto para tirar as dúvidas mais frequentes sobre os aspectos que envolvem o álcool e seu impacto no sistema nervoso. Confira:

Todo mundo sabe que o álcool faz mal para o fígado, mas... E para o cérebro?

 O consumo de álcool em excesso gera uma série de alterações agudas e crônicas no sistema nervoso. O cérebro sofre, assim como os nervos periféricos. “A substância traz comprometimento agudo e imediato da função de algumas regiões e, com o passar dos anos, gera alterações estruturais irreversíveis podendo levar a problemas como demência e neuropatia periférica”, explica o neurologista Leandro Teles (SP).

Por que quando bebemos ficamos confusos e sem coordenação motora?

“O álcool é solúvel em água e rapidamente absorvido no estômago e intestino. Inicialmente causa liberação de opióides endógenos, causando euforia. Posteriormente, ativa receptores inibitórios GABA e inibe receptores excitatórios glutamato, causando efeitos sedativos, ansiolíticos,  falta de coordenação e distúrbios cognitivos”, conta Antonio Beuttenmuller.

Como o álcool destrói os neurônios e suas conexões?

álcool age negativamente no sistema nervoso por diversas vias.  Primeiro, há uma toxicidade direta da substância ao corpo do neurônio e ao seu prolongamento (axônio). O álcool em excesso destrói diretamente células, conexões e redes inteiras. “O cérebro de quem bebe demais envelhece precocemente e pode ficar atrofiado. Além do efeito direto, quem bebe está mais sujeito a traumas na região da cabeça e a carência de algumas vitaminas fundamentais para o bom funcionamento do cérebro, como a vitamina B1 (tiamina), vitamina B3 (niacina), B6 (piridoxina) e principalmente a vitamina B12 (cianocobalamina)”, afirma Leandro Teles.

Quem bebe com frequência e para de uma vez pode ter problemas neurológicos?

álcool vicia psíquica e fisicamente. Isso significa dizer que a pessoa necessita cada vez mais da substância para ter tranquilidade e sentir-se próximo do seu normal. “Quando um alcoólatra suspende o uso do álcool, surgem os sintomas de abstinênciairritabilidade, taquicardia, pressão alta, excitação psíquica, confusão mental e até alucinações. Neste momento, é fundamental a intervenção médica para preservar a saúde da pessoa e ajudá-la na transição para a cessação do etilismo”, acredita Leandro Teles.
Autoria: Corpoacorpo
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