Adolescente encontrada morta em MT pode ter participado de jogo suicida do WhatsApp - Camaçari Aquitem - O seu portal de notícias de Camaçari

Adolescente encontrada morta em MT pode ter participado de jogo suicida do WhatsApp


Uma adolescente foi encontrada morta de madrugada em uma lagoa no centro de Vila Rica, cidade no Mato Grosso localizada a 1.276 km de Cuiabá. A Polícia Militar suspeita de que Maria de Fátima Oliveira, de 16 anos, estivesse participando de um suposto jogo de desafios online, conhecido como Baleia Azul, que propõe uma série de desafios aos seus participantes, no qual o último seria o suicídio. O caso ocorreu em 11 de abril de 2017.

A polícia foi alertada do desparecimento de Maria de Fátima ainda durante a madrugada. As buscas foram iniciadas e, ao encontrarem os calçados da garota junto à lagoa, deduziram que a garota poderia ter se jogado lá e se afogado. Os próprios policiais resgataram o corpo da garota, com a ajuda da população, pois o município não possui uma guarnição local do Corpo de Bombeiros.

De acordo com o portal O Sul, a Polícia Civil investigará o caso, já que existe a suspeita de que outros jovens da cidade façam parte de grupos em redes sociais que incitam a participação no jogo. Enquanto isso, a PM local iniciou uma campanha de prevenção ao suicídio.

No Brasil, o atendimento para pessoas que precisam de apoio emocional é realizado pelo Centro de Valorização da Vida (CVV). O site pode ser acessado aqui. Quem preferir o atendimento por telefone, basta ligar para o telefone 141.
O jogo da Baleia Azul teria começado na Rússia e afirma-se que cerca de 130 adolescentes já teriam tirado as próprias vidas, instigadas pelos desafios propostos pelos chamados “curadores”. A duração do desafio seria de 50 dias, nos quais os participantes receberiam as tarefas a serem cumpridas sempre durante a madrugada, devendo postar na rede uma prova de que as havia cumprido. A intensidade das missões iria aumentando gradativamente, deixando adolescentes já propensos ao suicídio cada vez mais vulneráveis, até que chegarem ao ponto de cumprir o último desafio: tirar a própria vida.

Ainda que a existência desses grupos não tenha sido comprovada, muito menos tenham sido localizados os aliciadores supostamente responsáveis por manipular mentalmente os jovens, especialistas recomendam que os pais estejam sempre atentos não só às atividades de seus filhos na internet, mas também a sinais de que eles possam estar sofrendo de depressão – problema sério e real.
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