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Quinteto feminino vai entrar para a história da Polícia Militar e dos Bombeiros na Bahia

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Fausta, Denice, Milanezi, Aparecida e Cássia. Nomes aparentemente comuns, mas que, para a Polícia Militar e para o Corpo de Bombeiros, significam muito. Atualmente majores e todas com aproximadamente 27 anos de carreira, serão as primeiras mulheres a alcançarem os postos de tenente-coronel na PM e nos Bombeiros. Por que escolheram a profissão, em quais unidades atuam e as dificuldades enfrentadas são alguns dos pontos abordados nesta reportagem. Atualmente, cerca de 5 mil mulheres integram as duas instituições.


Aos 18 anos, saindo da Escola Técnica da Bahia e com o país atravessando uma situação política conturbada (início da década de 90), Ana Fausta de Assis, hoje com 45, ouviu a dica da mãe e prestou concurso para PM.“Quando passei, ela ficou preocupada (risos).

No início, enfrentamos problemas estruturais, como falta de farda específica e chegamos até a usar as feitas para homens, a ausência de vestiário e dependências apropriadas”, contou a major do Corpo de Bombeiros Militar, comandante do Grupamento Marítimo (Gmar) e primeira mulher a ocupar este posto na instituição. Lembrou que alguns homens ainda acreditam que mulheres só devem trabalhar em setores administrativos. Mãe de uma adolescente de 17 anos, também toma conta de um irmão (43 anos) com Síndrome de Down.

A mais famosa!


À frente da 'Operação Ronda Maria da Penha' (acompanha mulheres contempladas com medidas protetivas), Denice Santiago Santos do Rosário, 45, constantemente concede entrevistas para explicar o sucesso da unidade que comanda. Símbolo do empoderamento feminino, participou diretamente da criação do 'Centro Maria Felipa'. “Somos a única polícia no Brasil que possui um núcleo para desenvolvimento de ações que melhorem a vida da militar”, contou.

Mãe de um adolescente de 15 anos, em 2015 superou um grande obstáculo. “Em janeiro, descobri um câncer no estômago e continuei trabalhando durante o tratamento. Fiz, em abril, a cirurgia para retirada do tumor e, entre junho e novembro, eu me submeti a um tratamento quimioterápico”, afirmou Denice com um sorrisão, alegria fundamental para que se recuperasse rapidamente.


Capixaba, com família de origem italiana, Maria Cleydi Milanezi, 47, entrou para a história da PM como a primeira mulher à frente de Companhia Independente da Polícia Militar (Rio Vermelho). No comando da 12ª CIPM há oito meses, ressaltou que nunca trabalhou tanto, mas que também nunca foi tão feliz. “No início foi complicado ajustar à minha rotina de mãe de uma menina de 11 anos, mas rapidamente tudo se organizou. Quando ganhei minha promoção para major, fui até ao comandante-geral agradecer, avisando-o estar pronta para comandar uma tropa. Fui atendida”, revelou Milanezi.

Selva!


Essa palavra, muito utilizada na PM, significa agir com bravura e, se necessário, ir além dos limites. O termo se encaixa perfeitamente com Maria Aparecida Freire Mello, 48. Comandante da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa), tem no currículo passagens pelo extinto 7º Batalhão (Barbalho), 35ª CIPM (Iguatemi) e, recentemente, esteve à frente da Companhia Independente de Polícia Rodoviária, em Itabuna.

“Sempre gostei de trabalhar na rua, na parte operacional”, relatou. Mãe de dois garotos (10 e 11 anos), confessou que a vontade de ser militar e de usar farda começou na infância, em razão das visitas constantes feitas a uma tia que trabalhava na Marinha. “Quando alcancei a idade para me submeter a concurso, as Forças Armadas ainda não tinham vagas para mulheres, então fiz a opção pela PM”, explicou Aparecida.

A espinha dorsal da PM passa pelas mãos dela. Responsável pela formação de soldados, cabos e sargentos, Cássia Aparecida Queiroz Fonseca, 50, é formada em psicologia e mãe de uma garota de 13 anos. Recordou da década de 90, quando entraram na corporação, através de concurso, como praça. “Em 1990, não podíamos ter acesso para oficial, mas, graças a uma mudança na legislação no ano seguinte, ingressamos na primeira turma de oficiais mulheres”, explicou.
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