Menina de 5 anos caminha 8 quilômetros na Sibéria para ajudar avó - Camaçari Aquitem | O seu portal de notícias de Camaçari

Menina de 5 anos caminha 8 quilômetros na Sibéria para ajudar avó

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Numa história que lembra o conto "Chapeuzinho Vermelho", uma menina de apenas 5 anos percorreu 8 quilômetros em uma região congelante e infestada de lobos da Sibéria para ajudar a sua avó. Após sobreviver à difícil caminhada, Saglana Salchak está sendo considerada heroína na república russa de Tuva.

A corajosa garota vivia com seus avós em uma fazenda remota na floresta de taiga, perto da fronteira com a Mongólia, a cerca de 8 quilômetros de seu vizinho mais próximo e 20 quilômetros da aldeia.

No mês passado, ao abraçar a sua avó, sentiu que ela estava fria e não podia se mover — mais tarde, descobriu-se que a avó estava morta. Depois de conversar com seu avô cego, a garota decidiu caminhar até a próxima propriedade rural para pedir socorro, de acordo com jornais locais.

Levando apenas uma caixa de fósforos caso tivesse que acender uma fogueira, Saglana caminhou por um rio congelado sob uma temperatura de -34C, com a neve atingindo a altura de seu peito.

A menina demorou três horas para percorrer os 8 quilômetros. Por sorte, não ficou presa na neve ou se deparou com lobos que costumam atacar o gado de seus avós, contou o jornal “Komsomolskaya Pravda”.

Saglana quase perdeu a casa de seus vizinhos em meio à vegetação rasteira, e teria passado se um deles não a tivesse visto. Eles ligaram para o pessoal médico da aldeia, mas quando chegaram à fazenda descobriram que a avó tinha morrido de um ataque cardíaco.



A menina relatou ao “Komsomolskaya Pravda” que não teve medo de fazer a viagem sozinha pela floresta, embora tenha sentido frio e fome.

— Eu apenas andei, andei e cheguei lá — disse Saglana, que pegou um resfriado e teve de se recuperar em um hospital local.

Saglana, que acaba de comemorar o seu quinto aniversário, está vivendo em um centro social. A Comissão de Investigação de Tuva abriu um processo criminal contra a mãe da garota, Eleonora Salchak, por deixar um menor em perigo.

"Ela sabia que os idosos (avós) não tinham a capacidade de tomar medidas para garantir a segurança da criança", disse em comunicado.
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