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Maníaco que chantageava mulheres na web é condenado; um dos casos causou suicídio que chocou o mundo


Um holandês foi condenado a 11 anos de prisão, nesta quinta-feira, por ter chantageado dezenas de mulheres ao redor do mundo e as obrigado a gravar vídeos íntimos transmitidos pela internet. Entre as vítimas de Aydin Coban, de 38 anos, está a canadense Amanda Todd, de 15 anos, que se matou em 2012 após ter fotos e vídeos nuas publicadas em redes sociais e enviadas para seus familiares pelo criminoso virtual. Na época, o caso comoveu internautas e foi destaque na imprensa mundial.

A condenação de Coban aconteceu em uma corte de Amsterdam. Mas o holandês ainda enfrenta acusações de assédio online no Canadá pelo que fez com Amanda Todd.

Coban foi preso em janeiro de 2014, acusado de assediar pela internet 34 mulheres e 5 homens de países como Estados Unidos, Noruega, Canadá e Inglaterra. Algumas das vítimas foram perseguidas pelo criminoso por anos. Ao todo, ele recebeu 72 acusações criminais. O holandês afirma ser inocente em todos os casos.

"Ele abusou de dezenas de jovens ao ganhar a confiança delas por se comunicar pela internet. Ele, depois, abusou dessa confiança ao forçá-las a gravar atos sexuais para webcams. Caso se recusassem, as imagens delas eram enviadas para parentes e publicadas em sites de pornografia", explicou um promotor durante a sessão judicial nesta quinta-feira.

O caso contra Coban tomou força depois do suicídio de Amanda, em 2012. Antes de se matar, ela gravou um vídeo na internet para dizer que havia sido vítima de bullying virtual. A gravação, postada no YouTube, recebeu milhões de visualizações e chocou o mundo. Assista ao vídeo legendado:


Após a condenação de Coban, a mãe de Amanda se disse aliviada. "Espero que essa sentença ajude a curar as feridas das vítimas. Foi uma longa jornada conseguir justiça para Amanda", afirmou Carol Todd.
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