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Homem pede à Justiça para ter sobrenome da mãe de criação


Uma técnica de enfermagem, que mora em Salvador, criou o filho do ex-marido, mesmo sabendo que ele é fruto de uma traição. Hoje, Nelza Nabuco, e o filho de criação, o analista de sistemas Wagner Ribeiro, de 34 anos, esperam a resposta da Justiça para um pedido do rapaz para usar o sobrenome da mãe nos documentos. O processo é chamado de adoção de maior.

Dona Nelza se emociona ao lembrar da relação de amor que construiu com o filho, que mora com ela. A técnica de enfermagem conta que, pouco depois de perder uma filha de 4 meses, descobriu que o ex-marido, com quem ainda era casada, teve um filho fora do relacionamento.

"Tinha mais ou menos um ano que eu tinha perdido minha filha, eu soube dessa história de que ele [ex-marido] tinha um filho na rua. Eu disse: Deus sabe o que faz. Levaram minha filha de repente, é ele [filho do ex-marido] que vai me dar alegria", relatou a técnica de enfermagem.

Segundo dona Nelza, a mãe de Wagner entregou ele para o pai criar e ela assumiu a responsabilidade de cuidar do rapaz. Há 15 anos ela não está mais com o pai do analista de sistemas, mas o filho de criação ficou com ela. "Me separei e ele continuou comigo. Ele chegou para mim com 6 meses e hoje já vai fazer 34 anos", disse dona Nelza.

Neuza vê a iniciativa do filho de criação como um presente. "Ele, com isso, tá me dando o maior orgulho. É um presente ótimo. Que saia logo o veredito para que saia logo essa adoção".
Wagner também se emociona ao falar da relação com a técnica de enfermagem. "Se eu não tivesse essa criação, talvez, eu nem estaria falando com vocês hoje. [Foi] pai e mãe sempre. A falta que eu tive de um pai, ela supriu com louvor. E egradeço a Deus por isso e me emociono toda vez que eu falo sobre isso", disse o analista de sistemas.

A ação na Justiça para realizar o sonho de Wagner, de ter o sobrenome de dona Nelza, é acompanhado pela Defensoria Pública da Bahia. O pedido foi feito há um ano e mãe e filho esperam ansiosos por uma resposta positiva.

"Eu sempre desejei que eu tivesse o nome dela. Eu quero o nome dela, que é, por direito, em termo de carinho de amor que ela sempre me deu, pela família que ela me apresentou. Eu desejo que meu nome seja Wagner Nabuco de Moraes. Eu só tenho que agradecer a ela. Acho que o mínimo que eu poderia fazer é ser um homem, para que ela tivesse orgulho de mim", disse Wagner.
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