Escolha do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016 foi comprada - Camaçari Aquitem - O seu portal de notícias de Camaçari

Escolha do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016 foi comprada

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A escolha do Rio de Janeiro como cidade-sede da Olimpíada de 2016 foi comprada. A informação é do jornal francês Le Monde, segundo o qual três dias antes da eleição de 2 de outubro de 2009 uma empresa ligada ao empresário Arthur Cesar de Menezes Soares Filho pagou US$ 1,5 milhão (R$ 4,7 milhões de reais) a Papa Diack, filho de Lamine Diack - na época, presidente da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) e membro do Comitê Olímpico Internacional (COI).

O caso tem sido investigado desde dezembro de 2015. Na ocasião da votação, uma empresa fundada por Papa Diack recebeu a quantia da Matlock Capital Group, holding sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, ligadas a Soares Filho. Uma segunda transferência oriunda da mesma empresa, mas no valor de US$ 500 mil, beneficiou uma conta de Papa Diack na Rússia, dias depois.

Soares Filho, conhecido como "Rei Arthur", é ex-dono do Grupo Facility e investigado na Operação Calicute - a mesma que tem como alvo o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), próximo do empresário. O peemedebista foi uma das autoridades presentes na comitiva brasileira que esteve na Dinamarca, ao lado do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a reportagem francesa, documentos fornecidos por autoridades fiscais americanas à França mostram que Papa Diack transferiu US$ 299.300, cerca de R$ 943 mil, para uma empresa offshore chamada Yemli Limited, por meio de sua empresa Pamodzi Consulting, em 2 de outubro de 2009, no dia da eleição. Por outro lado, a família Diack, do Senegal, já protagonizou um escândalo de corrupção e acobertamento de doping no atletismo. Papa Diack, ex-consultor de marketing da IAAF, foi banido do esporte por corrupção em 2016 e não deixa o Senegal por medo de ser preso.

O pai, Lamine Diack, de 83 anos, vive em prisão domiciliar na França e responde por acusações de corrupção. Procurado pelo Le Monde, Mário Andrada, chefe de comunicação da Rio-2016, disse que as eleições foram limpas. "O Rio ganhou por 66 votos contra 32, foi uma vitória clara", acrescentou.
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