Cantor de arrocha diz ter sido agredido por seguranças da Ceasa, em Simões Filho - Camaçari Aquitem - O seu portal de notícias de Camaçari

Cantor de arrocha diz ter sido agredido por seguranças da Ceasa, em Simões Filho


O cantor de arrocha Andresson Costa relatou ter sido agredido por seguranças da Central de Abastecimento da Bahia (Ceasa), em Simões Filho, na sexta-feira (24). Ele afirma que foi levado para uma sala, onde recebeu tapa, soco e foi obrigado a se despir para os seguranças, que teriam filmado a situação.

O caso foi registrado na 12ª Delegacia, no bairro de Itapuã, em Salvador, nesta segunda-feira (27). O delegado titular da unidade informou que a vítima vai fazer exame de corpo e delito e que investigadores vão apurar o que ocorreu.

O cantor disse que inicialmente os seguranças pediram para que ele abaixasse o volume do equipamento de som que ele usa para divulgar o próprio trabalho. O cantor disse que atendeu ao pedido, mas ainda assim foi levado pelos seguranças para uma sala. "Eles ficaram violentos. Eles me deram um tapa na cara e um soco no peito. Eu corri para pedir ajuda", relatou.

Andresson afirmou que, depois de ter corrido para fora da sala, foi arrastado para o local novamente pelos seguranças. Nesse momento, populares gravaram um vídeo, divulgado pelo cantor em uma rede social, que mostra ele sendo levado pelos funcionários da Ceasa.

"Me levaram de volta e pediram para tirar a minha roupa. Ficaram filmando e fui obrigado a fazer tudo que eles queriam. Ficavam me chamando de viadinho e falando 'Cadê o povo agora para lhe defender?'", contou.
Andresson afirma que foi obrigado a ficar na sala durante a tarde, até uma viatura da Polícia Militar chegar. "Não sei se eles [segurança] chamaram ou se foi o povo que chamou a polícia.

Quando a polícia chegou, eles perguntaram se eu queria prestar queixa ou resolver depois, eu fiquei com medo e resolvi prestar queixa só hoje [segunda-feira, 27]", diz.

A gestão do local afirmou que houve excesso na abordagem dos seguranças ao cantor Andresson e que a atitude não corresponde à orientação dada pela coordenação do serviço. Em nota, a administração da Ceasa afirmou que os quatro funcionários envolvidos na situação são terceirizados e foram afastados das atividades no local.
Tecnologia do Blogger.