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Salvador vai monitorar hotéis e pousadas para identificar casos suspeitos de febre amarela no Carnaval

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A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Salvador montou um esquema especial de identificação de casos de febre amarela durante o Carnaval. Durante os dias da folia, pousadas e hotéis estarão em contato direto com a Prefeitura para comunicar casos suspeitos da doença para que seja feito o “bloqueio” da área, ou seja, ações de atendimento em saúde e investigação da origem da pessoa e possível vetor de contaminação.


“Independentemente de ser um caso confirmado ou não, qualquer sinal de prostração outro sintoma, deve ser avisado ao CIEVE (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde)  avisar ao CIEVE, que estará de plantão 24h no Carnaval”, revelou o secretário de saúde de Salvador, José Antônio Rodrigues Alves na manhã desta segunda-feira (19).  

Portos e aeroportos também estão em alerta, mas devem ser monitorados diretamente pelas suas esferas próprias de administração. A orientação é que qualquer pessoa com suspeita de febre amarela deve ser retida até fazer uma primeira avaliação médica. 

Suspeitas


Atualmente, não há casos suspeitos de febre amarela na capital baiana. Porém, apesar de Salvador não ser uma área endêmica de febre amarela, várias medidas visando a identificação de possíveis casos da doença estão sendo tomadas.

“Estamos procurando animais mortos em áreas estratégicas, como Ondina, e outros lugares onde haja vestígio de Mata Atlântica”, explica o secretário. O monitoramento da morte de macacos é necessário para identificar se algum deles foi acometido de febre amarela silvestre.

A pessoa que encontrar um primata (macacos, micos) morto deve comunicar o caso à Diretoria de Vigilância à Saúde de Salvador  por meio do telefone 156 ou recolher o animal e entregar na sede do órgão, que fica na Vasco da gama, entre o Hiperbompreço e o Supermercado Extra. O caso vai ser investigado para ver se a morte foi causada por de febre amarela silvestre.

Fumacê


O secretário diz estar particularmente tranquilo quanto ao risco de doenças causadas por infecção via Aedes Aegypti, como dengue, chikungunha e a própria febre amarela,  por causa do baixo Índice de Infestação Predial (IIP) do município.

Atualmente esse número é de 1,1%, um dos mais baixos já registrados pela Prefeitura. Porém, agentes de endemias intensificaram a visita a domicílios nos circuitos e outras áreas onde haverão festa de Carnaval e estão aplicando a borrifação de inseticida. 

Os circuitos do Centro Histórico e da Barra já receberam a ação no começo do mês e esta semana a Barra receberá uma nova sessão de fumacê.  “Estamos usando os mesmos procedimentos que no ano passado, quando, após o Carnaval não houve aumento dos índices de infestação predial”, explica. 

Vacina


Só devem ser imunizadas pela Prefeitura as pessoas que vão para locais que são áreas endêmicas de febre amarela. Quem for para o  interior de Minas Gerais, do Espírito Santo e São Paulo, por exemplo, devem apresentar algum comprovante da viagem, como reserva de hospedagem ou passagem, e se vacinar em alguns dos 19 postos de saúde que ofertam a vacina. A lista pode ser conferida no site da Secretaria Municipal de Saúde.
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