Militar de 29 anos leva mulher para missão em unidade na selva amazônica - Camaçari Aquitem | O seu portal de notícias de Camaçari

Militar de 29 anos leva mulher para missão em unidade na selva amazônica

Anuncio

O comandante da Vila Bittencourt, um dos 24 pelotões de fronteira do Comando Militar Amazônico, é um carioca de 29 anos. O jovem se voluntariou para servir no meio da selva amazônica. Há 40 dias na base militar, o tenente Gonçalves vive com a mulher, Stefany Mera, uma bonita psicóloga colombiana.

— Ela topou passar esse sufoco comigo — brinca Gonçalves, nos poucos momentos de sorriso enquanto ciceroneava o ministro da Defesa, Raul Jungmann, em visita ao local.

Stefany Mera, de 27 anos, não reclama do destino do casal. Ela conta que decidiram de comum acordo, quando moravam em Juiz de Fora (MG), onde o marido trabalhava antes de se apresentar como voluntário para o pelotão especial de fronteira.

Os dois se conheceram em Tabatinga (AM). Ele havia se formado na Academia Militar das Agulhas Negras, aos 24 anos, e dava início à carreira no Exército. Ela trabalhava com dependentes químicos em tratamento. O namoro virou casamento. E juntos decidiram encarar uma temporada no limite extremo de Japurá, município que abriga a Vila Bittencourt.

Logo na chegada, Stefany pegou malária, mas não se abalou. Aos poucos, tenta se aproximar da comunidade e considera o local interessante para ser observado do ponto de vista profissional. Já ofereceu uma escuta qualificada como psicóloga, caso alguém precise.

— Claro que, por eu ser a esposa do comandante, pode haver uma resistência, mesmo a ética me impedindo de comentar qualquer coisa que alguém me fale — diz.
Stefany evita comparar os lugares onde já viveu, desde Popayan, sua cidade natal perto de Cali, aos dias atuais no Amazonas. Do Rio de Janeiro, para onde costumava ir com o marido, lembra-se da paisagem “linda”. Sobre a Colômbia, mencionada quase sempre no contexto do combate às drogas, enfatiza o lado positivo:

— Para mim, que sou colombiana, é um pouco triste, porque fica uma impressão ruim do país, que tem muitas coisas boas.

Rosto pintado e altivez na voz até para falar com a imprensa, Gonçalves disse que não sente falta do Rio de Janeiro. Ele considera que prestar serviço na Vila Bittencourt será importante do ponto de vista da formação militar:

— A gente aqui é vida, combate e trabalho.
Tecnologia do Blogger.