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Justiça de São Paulo pede a prisão do ex-goleiro Edinho, filho de Pelé

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No mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) expediu liminar autorizando a libertação do goleiro Bruno Fernandes, preso pelo assassinato de Eliza Samudio, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a condenação e pediu a prisão do ex-goleiro Edison Cholbi do Nascimento, o Edinho, nesta quinta-feira, por lavagem de dinheiro e associação com o tráfico de drogas. O tribunal também reduziu a pena do ex-jogador do Santos Futebol Clube, que é filho de Pelé, de 33 anos para 12 anos e dez meses.

Edinho esperava o julgamento da apelação em liberdade, por força de uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF).

O advogado de Edinho, Eugênio Malavasi, explicou que o TJ-SP decidiu manter a condenação e recomendou a prisão do goleiro. Malavasi negou que o cliente responda por associação com o tráfico de drogas e aguarda agora a expedição do pedido de prisão por lavagem de dinheiro. A publicação cabe à 1ª Vara Criminal da Praia Grande, na qual tramitou a ação penal. Edinho deve ser preso quando o mandado por publicado. O advogado, no entanto, vai recorrer da decisão.

— Devo entrar com o pedido de habeas corpus daqui a meia hora. Com base no precedente da Suprema Corte, aquele que for condenado em 2ª instância deve ser preso. Mas o Supremo Tribunal de Justiça vem sustentando que, enquanto não estiverem exauridos os recursos, não tem que pedir prisão. Tenho conseguido várias liminares nesse sentido — argumentou Malavasi.

Reincidência


Edinho foi preso com outras 17 pessoas na Operação Indra, em junho de 2005, por envolvimento com uma organização de tráfico de drogas comandada por Ronaldo Duarte Barsotti, o Naldinho, na Baixada Santista. Ele chegou a cumprir seis meses de prisão provisória, mas foi solto por decisão do STF. Na ocasião, o filho de Pelé estava detido na cadeia anexa do 5º DP de Santos e chegou a ser transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente.

A ação que condenou Edinho também aplicou pena a Maurício Louzada Ghelardi, mais conhecido como Soldado, e a Nicolau Aun Júnio, o Véio, por lavagem de dinheiro. Além dos três, Clóvis Ribeiro, o Nai, e Naldinho também foram condenados. O primeiro teve a sua prisão preventiva decretada no decorrer do processo e o segundo está foragido, sem paradeiro conhecido há mais de cinco anos.

Todos tiveram as penas reduzidas: Nai, para 15 anos de reclusão; Soldado e Nick, para 11 anos e quatro meses.
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