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Arqueólogo israelense acredita ter encontrado as minas do rei Salomão

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Arqueólogos israelenses acabam de publicar o resultado de suas pesquisas num sítio arqueológico datado do século 10 a.C. - época do reino de Salomão (970-931 a.C.). Trata-se de um complexo de mineração de cobre avançado e fortificado. Em outras palavras, minas do rei Salomão.

O lugar já era conhecido desde 1934. Era chamado "Colina dos Escravos", porque se acreditava ser só isso, uma senzala da Antiguidade. Em 2012, um time de arqueólogos liderado por Erez Ben-Yosef, da Universidade de Tel Aviv, começou a estudar o local. Desde o começo, o arqueólogo já afirmava acreditar estar diante dessas minas.

O trabalho de anos revelou que, definitivamente, não era uma senzala. Tratava-se de um sistema de fortificações, com um grande portão defensivo, indícios de fundição de cobre e - pasme! - passagens secretas para carregar o minério desviando-se do ataque de inimigos. Os arqueólogos puderam até mesmo entender com o que os animais domésticos eram alimentados: bagaço de uva, o que devia vir de longe, mostrando a importância estratégica do complexo.


Ben-Yosef também acredita ter acabado com qualquer dúvida que os estrangeiros possam ter sobre a existência de Salomão: "a precisão histórica dos relatos do Velho Testamento são discutidas, mas a arqueologia não pode mais ser usada para contradizê-las", afirmou ao site Sci-News. "Muito pelo contrário, nossas descobertas estão em pleno acordo com a descrição de conflitos militares contra uma sociedade hierárquica e centralizada na região do Mar Morto."
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